BIOGRAFIA
Em 11 de janeiro de 1945, no coração do sertão pernambucano, nascia Geraldo Azevedo. Cresceu em família humilde, mas culturalmente abastada, o que garantiu uma infância cheia de boas referências. Ganhou seu primeiro violão – um presente do pai, José Amorim, confeccionado manualmente por ele mesmo – já aos cinco anos de idade. O início da vida, cunhado em um ambiente simpático à musica e à cultura, acabou determinando o destino daquele que se tornaria um dos grandes embaixadores da Música Popular Brasileira.
Com os ensinamentos da mãe, D. Nenzinha, e o apoio da família na bagagem, Geraldo ultrapassou a barreira da regionalidade, tornando-se o artista reconhecido que é atualmente. A cada passo de sua carreira na música, lutou para manter a tradição de suas raízes culturais e combateu incessantemente o preconceito contra o povo nordestino.
Quem escuta Geraldo Azevedo ouve o eco de muitos anos de história. Do grito corajoso das canções feitas nos chamados “anos de chumbo” da ditadura militar, às músicas românticas ou dançantes compostas em tempos democráticos, a obra desse petrolinense continua marcando gerações. São mais de 50 anos de parcerias bem-sucedidas, com nomes como Luis Gonzaga, Geraldo Vandré, Alceu Valença, Elba Ramalho e Zé Ramalho. Depois de meio século de trabalho, ainda hoje, sua “Canção da Despedida”, composta com Geraldo Vandré, é entoada como hino de manifestações de protesto. Mesmo mais de três décadas depois de ser criada, a música “Dia Branco” ainda embala o casamento de apaixonados de todo o país.
INFÂNCIA
Geraldo Azevedo Amorim é o quarto filho de José Amorim e Almira Azevedo Amorim, dona Nenzinha, professora que alfabetizava as crianças da região em sua casa. Irmão de Gilberto, Gabriel, Gracilda e Germano. A música e a poesia cercam o lar dos Azevedo, que funciona como uma casa / escola de Jatobá, zona rural de Petrolina/PE. Dona Nenzinha canta e incentiva a todos da família. Aos quatro anos de idade, Geraldo já se apresenta nas festividades e saraus promovidos pela mãe. Geraldo vai para Petrolina e cursa o ginásio no Colégio Dom Bosco.
DÉCADA DE 60
Geraldo inicia sua carreira musical. Seu primeiro trabalho é na difusora de Petrolina, em um programa de rock com Reinaldo Belo.
A Bossa Nova ganha as rádios de todo país. A música de João Gilberto seduz o jovem Geraldo. É fundada a primeira rádio de Petrolina: Emissora Rural A Voz do São Francisco. Geraldo Azevedo é convidado para apresentar o programa “Por Falar em Bossa Nova”. Ele compõe a música tema e as vinhetas do programa, tocando-as ao vivo, assim como os sucessos do gênero.
Alguns anos depois, é convidado para tocar na banda Sambossa. Geraldo considera Fernandinho, líder do grupo, como seu primeiro grande mestre musical.
Muda-se para Recife para cursar o científico e preparar-se para o vestibular de arquitetura. Começa a trabalhar como projetista, participando da construção de prédios tradicionais da capital pernambucana.
Interage com grupo Construção, tendo Naná Vasconcelos, Teca Calazans e Paulo Guimarães como parceiros. Começa a tocar em universidades. Ganha seu primeiro violão profissional de um grupo de estudantes, entre eles Cristovam Buarque, atual senador brasileiro.
Funda o grupo Raíz (1965) fundamentado no teatro, na literatura e na música. Conhece Carlos Fernando, que se torna um de seus maiores parceiros.
Trabalha no Teatro Popular do Nordeste com Emilio Borba Filho, na direção musical de suas peças. Começa a musicar os poemas dos espetáculos.
Faz a animação cultural do Bar Aroeira aos fins de semana, levando bandas de pífano e cirandeiros para se apresentar. O folclore sertanejo ganha a cidade grande.
O grupo Raíz é convidado para fazer um programa quinzenal na TV Jornal do Commercio (Canal 2). Geraldo apresenta o quadro musical do folhetim “Chegou a Vez” e recebe convidados de outras cidades. Conhece Eliana Pittman, que na época cantava com seu pai, Booker Pittman.
Em 66, compõe sua primeira música completa, com melodia e letra. “Aquela Rosa” inaugura a parceria com o amigo Carlos Fernando.
Assume a direção musical do 2º Festival de Música do Nordeste, em 67. É considerado um dos melhores violonistas da época.
No mesmo período é convidado para tocar com Eliana em seu primeiro show solo, “Eliana em tom maior”. Geraldo muda-se para o Rio de Janeiro e, além de acompanhar a cantora com a banda, faz uma participação especial em apresentação solo, enquanto a cantora troca o figurino. Nessa temporada se torna conhecido como compositor e instrumentista versátil.
Já no Rio, Geraldo fica sabendo por Milton Nascimento que “Aquela Rosa” vence o festival. Geraldo segue em turnê com Eliana no show “É Preciso Cantar”, ao lado de Marcos Vinicius de Andrade, Antônio Adolfo, Novelli e Victor Manga.
Junta-se a Naná Vasconcelos, Nelson Ângelo e Franklin para formar o Quarteto Livre, grupo que acompanha Geraldo Vandré em seus shows. Começa a escrever “Canção de Despedida” em parceria com Vandré, ainda sem saber o que estaria por vir.
Vandré é perseguido pelo regime militar e sai fugido do país. O grupo se dissolve. No exílio, ele termina de compor “Canção de Despedida”. Geraldo participa de reuniões clandestinas no Teatro Gláucio Gil, ao lado de cineastas, roteiristas, atores e músicos. Conhece Glauber Rocha, Walter Lima Junior, Caetano Veloso, entre outros. Geraldo fica responsável por recolher assinaturas para o manifesto contra a censura.
Em 1969, Geraldo Azevedo é preso com a esposa durante a ditadura militar, sendo torturado por 41 dias. Vitória fica 80 dias na prisão. Com a ditadura, a produção musical no pais para e Geraldo volta a trabalhar como projetista na Montreal Engenharia.
DÉCADA DE 70
Alceu Valença chega ao Rio. Geraldo já o conhecia de vista, das plateias de seus shows em Recife. Os dois logo ficam amigos e compõem sua primeira música juntos, “Talismã”, que foi censurada pela ditadura. Juntos, participam do IV Festival Universitário da MPB com as músicas “78 Rotações” e “Planetário”.
Participam também do Festival Internacional da Canção com “Papagaio do Futuro”, ao lado de Jackson do Pandeiro. A notável apresentação rende o convite da gravadora Copacabana para gravar o disco de estreia da dupla: Geraldo Azevedo & Alceu Valença. O primeiro LP gravado na tecnologia quadrafônica.
Geraldo Azevedo é convidado para a direção musical do longa “A Noite do Espantalho” (1974), de Sérgio Ricardo, o primeiro filme dramático brasileiro baseado em uma estrutura musical. Além disso, atua no papel de Severino. Foi para este papel que deixou a barba crescer. Desde então, nunca mais tirou.
Geraldo compõe “Caravana”, trilha da novela de sucesso “Gabriela Cravo Canela”, da TV Globo.
Em 74, é preso pelo governo militar de Geisel ao lado da esposa grávida de seu segundo filho, que logo é solta. Geraldo é duramente torturado. Em um dos interrogatórios o colocam para tocar violão. Ele então é salvo das torturas pela música, sendo obrigado a tocar e cantar para os torturadores repetidas vezes.
Após ser solto, trabalha na direção musical da peça “Lampião no Inferno”, de Luiz Mendonça. Conhece Elba Ramalho.
Geraldo continua compondo para TV. Duas de suas músicas entram na novela “Saramandaia”, da TV Globo: “Malaksuma” e “Juritis Borboleta”, em 76. No ano seguinte, escreve “Arraial dos Tucanos” para o folhetim infantil da TV Globo “Sítio do Pica Pau Amarelo”. Sua música “O Menino e os Carneiros” entra na novela “Sinhazinha Flô”, da TV Globo.
Em 76, lança seu primeiro disco solo: “Geraldo Azevedo” (Som Livre), apresentando entre outras faixas, os sucessos “Caravana”, “Barcarola do São Francisco” e “Em Copacabana”.
É convidado pela CBS para gravar um novo trabalho. Lança o LP “Bicho de Sete Cabeças” (1979), com participação de Elba Ramalho na música título do disco. Dona Nenzinha grava “Natureza Viva” ao lado do filho. “Taxi Lunar” e “Bicho de Sete Cabeças” estão entre as melhores canções do álbum, que apresenta um compositor mais amadurecido. Esses dois sucessos são, invariavelmente, incluídos em todas as suas apresentações ao vivo, atravessando gerações.
Geraldo participa do projeto Kalunga, em que um grupo de 65 pessoas – entre artistas, produtores e técnicos – liderado pelo cantor e compositor Chico Buarque e pelo produtor Fernando Faro, parte do Rio de Janeiro para Angola, país em Guerra Civil, para realizar shows em três cidades: Luanda, Benguela e Lobito. O intercâmbio demonstra um intenso diálogo político e musical entre os dois países.
DÉCADA DE 80
No início dos anos 80, Geraldo Azevedo lança seu terceiro trabalho solo, “Inclinações Musicais” (Ariola). As faixas “Dia Branco”, “Moça Bonita” e “Canta Coração” ganham as paradas e entram para o repertório de sucessos inesquecíveis do artista. Com arranjos de Dori Caymmi, o trabalho teve a participação de Sivuca e Jackson do Pandeiro. A composição “Moça Bonita” entra na trilha sonora da novela “Terras Sem Fim”, da TV Globo.
“For All Para Todos” é o quarto disco de Geraldo, gravado em 82. A canção título se refere à origem da palavra “forró” (que significa um baile popular, para todos). A regravação de “Baião da Garoa”, de Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil, rende o primeiro contato com Gonzagão, que elogia o trabalho de Geraldo.
Juntamente com Elomar, Xangai e Vital Farias, Geraldo estreia a turnê “Cantoria”, altamente elogiado pela crítica. Os quatro cantores nordestinos gravam o show ao vivo, em três noites no Teatro Castro Alves (Bahia), que rende dois discos, “Cantoria 1” e “Cantoria 2”, lançados pelo selo Kuarup, em 84 e 88, respectivamente. Estes foram os primeiros álbuns gravados ao vivo em digital no país.
No mesmo ano (84), lança “Tempo Tempero” ainda sob o selo Barclay (antiga Ariola). Com arranjos de Wagner Tiso e Hugo Fattoruso, o disco tem participação de Nana Caymmi.
No ano seguinte, Geraldo grava seu primeiro disco ao vivo, “Geraldo Azevedo” (Barclay). Gravado no Golden Room do Copacabana Palace, o trabalho faz parte do projeto “Luz do Solo”, que promoveu apresentações de grandes nomes da música brasileira. Este disco cobre todo o aspecto das influências musicais assimiladas por Geraldo, indo desde o “ABC do Sertão”, de Luiz Gonzaga, até “Tomorrow is a Long Time”, de Bob Dylan.
O show contou com a participação de Elba e Zé Ramalho. Finalmente, o artista consegue gravar “Canção de Despedida”, música até então censurada pelo regime militar.
Geraldo cria a Geração Produtora e lança sua primeira produção independente “De Outra Maneira” (86). Entre as faixas, os sucessos “Princípio do Prazer”, “Chorando e Cantando” e “Dona da Minha Cabeça”. O disco ganha Disco de Ouro, tornando-se um dos seus maiores sucessos. O artista é um dos primeiros músicos a ter a sua própria editora.
Em 88, lança “Eterno Presente” (Echo), seu oitavo disco solo. Dominguinhos participa na faixa “Todo jeito ela tem”. No ano seguinte lança “Bossa Tropical” pelo selo Ariola, a última experiência de Geraldo com uma grande gravadora. Depois deste disco, o artista decide seguir seu trabalho solo independentemente.
DÉCADA DE 90
Geraldo Azevedo lança “Berekekê” (91), seu primeiro disco gravado em Los Angeles, com a participação de músicos americanos. O trabalho foi muito elogiado pela crítica.
Dois anos depois, Geraldo estreia “Geraldo Azevedo Ao Vivo… Comigo”, gravado em várias sessões nos teatros Guararapes (Recife), Yemanjá (Salvador) e Rival (Rio de Janeiro). No repertório, grandes sucessos do artista. O trabalho é premiado com Disco de Ouro.
A música “Talismã”, em parceria com Alceu Valença, entra na trilha sonora do remake de “Irmãos Coragem”.
Em meados de 95, Gerado Azevedo e Zé Ramalho excursionam por todo o Brasil com o show “Dueto”, de grande sucesso de critica e público, culminando com uma apresentação de enorme sucesso no Canecão (Rio de Janeiro). Alceu e Elba estavam na plateia. A turnê, que durou dois anos, marca o ponto de partida para o projeto “O Grande Encontro”.
“Futuruamérica” (96) é o novo CD de Geraldo Azevedo, com várias composições inéditas em parceria com Capinan, Carlos Fernando e Fausto Nilo, alguns de seus parceiros mais constantes. O disco traz “Até Quando”, composição do irmão Germano, gravada em dueto.
Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Zé Ramalho e Alceu Valença se unem em “O Grande Encontro”, mostrando clássicos de suas respectivas carreiras, além de recuperarem sucessos de mestres como Luiz Gonzaga, Geraldo Vandré e Trio Nordestino. O primeiro volume lançado em 96 ganha Disco de Platina Triplo.
“À Procura de Alguém”, lançada em seu último disco, foi incluída na trilha sonora da novela “A Indomada”, da TV Globo. A música é uma regravação de um antigo frevo do mestre Capiba.
Grava “O Grande Encontro 2” em estúdio, desta vez sem Alceu. O disco vende mais de 300 mil cópias e é premiado com disco de Ouro e Platina.
Geraldo lança a compilação dupla “Raízes & Frutos” (98), com grandes sucessos de sua carreira. No primeiro CD, “Raízes”, estão incluídas as músicas que têm ligação com o sertão, o estado de Pernambuco, e suas primeiras influências musicais. Em “Frutos”, aparecem as canções que refletem a sua vivência posterior no ambiente urbano, e a sensibilidade filtrada através da técnica conquistada na maturidade artística. Com produção de Robertinho do Recife, “Raízes & Frutos” é um notável exemplo de um artista maduro fazendo uma releitura de canções da juventude e trazendo para elas todas as lições aprendidas ao longo da estrada.
A música “Berekekê” entra na trilha sonora do filme “Sabor da Paixão”, com Penélope Cruz e Murilo Benício.
DESDE OS ANOS 2000
Geraldo, Elba e Zé Ramalho lançam “O Grande Encontro 3”, gravado ao vivo no Rio de Janeiro. As participações especiais de Belchior, Lenine e Moraes Moreira ampliaram as fronteiras musicais do disco, que se transformou numa celebração à vitalidade da música nordestina.
Geraldo lança seu segundo disco gravado no EUA, “Hoje e Amanhã”. Assim como no CD “Berekekê”, em “Hoje e Amanhã” está presente uma síntese musical onde os instrumentistas estrangeiros se integram sem esforço às propostas rítmicas e harmônicas das canções brasileiras.
“Dia Branco” entra na trilha sonora do filme “A Maquina”, de João Falcão, numa releitura de Vermelho 27.
Lança em 2007 o disco “O Brasil Existe em Mim” (Geração) com participação de Elba Ramalho na faixa “São João Barroco” e de Alceu Valença dividindo a música “Já Que O Som Não Acabou”, em homenagem ao mestre Jackson do Pandeiro.
Em 2009, lança seu 1º DVD, “Uma Geral do Azevedo”, gravado ao vivo no Circo Voador (Rio de Janeiro). O trabalho é uma coletânea com seus maiores sucessos. O cenário do show é feito a partir de desenhos do próprio Geraldo.
Dois anos depois, em 2011, lança “Salve São Francisco”, um projeto em CD e DVD idealizado por Geraldo Azevedo. O artista grava ao lado de alguns dos mais talentosos artistas do país: Dominguinhos, Alceu Valença, Maria Bethânia, Ivete Sangalo, Djavan, Moraes Moreira, Fernanda Takai, Roberto Mendes, Geraldo Amaral, Vavá Cunha e Márcia Porto. Todas as faixas celebram a beleza e importância do rio São Francisco. O DVD traz o making of das gravações, além de imagens de vários lugares por onde o rio São Francisco passa, mostrando sua beleza e peculiaridades. Esse trabalho concorreu no 12° Latin Grammy na categoria regional.
Nos anos seguintes, Geraldo segue excursionando Brasil afora com os shows “Voz e Violão” e “Salve São Francisco”, além das tradicionais temporadas de Carnaval e São João.
Participa em Brasília, no Teatro Nacional, ao lado de Elba, Alceu Valença e Sergio Ricardo e Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional, do cordel em formato de concerto “Estória de João Joana”, com texto de Carlos Drummond de Andrade e música de Sérgio Ricardo.
Lança no Teatro Rival, no Rio de Janeiro, o show em família ao lado de seus filhos, com Lucas Amorim e Tiago Azevedo nas percussões, e Clarice Azevedo no backing vocal.
Geraldo continua sua turnê de shows pelo Brasil, incluindo o novo formato “Em família”.
Retorna a Angola para algumas apresentações.
Além dos quatro formatos de shows: “Voz e Violão”, “Em Família”, “Carnaval” e “São João”, Geraldo lança, ao lado de Elba Ramalho, o projeto “Um Encontro Inesquecível”. A apresentação lota plateias em todo país.
Em julho, no tradicional Arraiá do Circo, Geraldo lota a lona da Lapa, com recorde de público na casa onde se apresenta desde 1983.
Em 2015 estreia o show “Noites de Frevo”, no Circo Voador. O espetáculo é uma prévia do carnaval pernambucano, que Geraldo Azevedo leva ao Rio de Janeiro em formato de ensaio. No ano seguinte, realiza uma apresentação gratuita do show na Lona Carioca.
Em 2016, Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo se reúnem para celebrar os 20 anos de projeto O Grande Encontro e gravam ao vivo um DVD no Citbank Hall, em São Paulo. O quarto trabalho do grupo, “O Grande Encontro – 20 Anos”, é lançado no mesmo ano pela Sony Music nos formatos de CD simples, de DVD e de combo triplo que junta DVD e CD duplo. O trio sai em turnê pelo Brasil por alguns anos após a estreia, com shows em todas as capitais brasileiras. Em 2018, se apresentam em Portugal.
Em setembro de 2018, Geraldo Azevedo grava o CD e DVD “Solo Contigo – Ao Vivo” no Centro Cultural João Caetano – Imperator, no Méier, Zona Norte do Rio de Janeiro. O trabalho é uma parceria da Geração Produtora, o Canal Brasil e Deck Disc.
Depois de seis anos sem um novo produto, o artista abre o ano de 2019 com o lançamento digital da música inédita “Um Paraíso Sem Lugar”, parceria com o cearense Fausto Nilo. O single saiu no dia do seu aniversário de 74 anos, nos aplicativos de música e em vídeo-lyric no YouTube.
No carnaval do mesmo ano, Geraldo lança digitalmente o EP de frevos “É O Frevo, É Brasil”. Com cinco faixas, duas inéditas, o trabalho sai junto com o videoclipe da música “É Só Brincadeira”, parceria com Zama.
Em março de 2019 sai o “Solo Contigo – Ao Vivo”. O trabalho é considerado por Geraldo como uma obra essencial à sua discografia, que já trazia dois CDs em formato voz e violão, mas ainda nenhum registro audio-visual.
Depois de mais de um ano de muita expectativa, principalmente por conta da pandemia do coronavírus, Geraldo Azevedo se une a Chico César e os artistas colocam o pé na estrada em 2021 com a turnê Violivoz. Mais que uma cantoria, o projeto é um grande encontro desses dois cantautores da música brasileira. “Violivoz é mais que um show pra mim. É como se fosse uma espécie de portal em que entro para realizar meus sonhos de adolescente do sertão paraibano. Geraldo Azevedo é um mestre que me dá a oportunidade desse encontro”, conta Chico. “Tão importante quanto tentar aprender algumas de suas canções, que o público de todo o Brasil canta aos brados, é observá-lo abrir-se para apreender as minhas e nos misturarmo-nos. A minha música deriva incondicionalmente da dele. Não seria de outra maneira”, finaliza.
A estreia do Violivoz acontece em outubro de 2021, em Recife, e segue até o final do ano por Natal, Aracaju, Maceió, Porto Alegre e Rio de Janeiro.
O ano de 2022 começa com a turnê Violivoz a pleno vapor: em janeiro, Geraldo Azevedo e Chico César passam por São Paulo, João Pessoa e Trancoso.
Em 2023, Geraldo Azevedo foi o homenageado do Carnaval de Recife e recebeu grandes nomes da música no palco do Marco Zero. Em maio, voltou à Europa para uma turnê do seu show Voz e Violão.
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